Nascida em 5 de julho
Come Ananás reproduz o discurso feito por Simón Bolívar na Sociedade Patriótica de Caracas no dia 4 de julho de 1811, um dia antes da declaração de independência da Venezuela.
Come Ananás reproduz abaixo o discurso feito por Simón Bolívar na Sociedade Patriótica de Caracas no dia 4 de julho de 1811, exatos 35 anos após a independência das Treze Colônias Britânicas na América do Norte e na véspera da declaração de independência e constituição da Confederação Americana da Venezuela, em 5 de julho daquele ano.
Não é que haja dois Congressos. Como fomentarão o cisma aqueles que mais conhecem a necessidade de união? Queremos sim é que essa união seja efetiva, para nos incentivar na gloriosa empresa de nossa liberdade; unir-nos para repousar e para dormir nos braços da apatia foi outrora uma desonra, hoje é uma traição. Discute-se no Congresso nacional o que já deveria estar decidido. E o que dizem? Que devemos começar por uma confederação, como se já não estivéssemos todos confederados contra a tirania estrangeira. Que devemos atentar aos resultados da política na Espanha. Que nos importa que a Espanha venda a Bonaparte seus escravos ou que os conserve, se estamos resolvidos a ser livres? Essas dúvidas são os tristes resultados de antigos grilhões. Que grandes projetos devem ser preparados com calma! Trezentos anos de calma não bastam? A junta patriótica respeita, como se deve, o Congresso da Nação, mas o Congresso deve ouvir a junta patriótica, centro das luzes e de todos os interesses revolucionários. Lancemos sem medo a pedra fundamental da liberdade sul-americana: vacilar é perder-nos.
Proponho que uma comissão saída do interior deste corpo leve ao soberano Congresso estes sentimentos.



